Por que não conseguimos nos reformar e nem “mudar o mundo”?

PontoTemos de reconhecer que existem pessoas que se esforçam (bastante) para alterar o ritmo de suas vidas, no sentido de que se tornem (mais?) solidárias e altruístas.

Podemos dizer, no entanto, que isso é uma singularidade (apenas), pois a maioria delas não sabe ao certo o que e como fazer, e outras tantas dessas candidatas à benevolência, ao altruísmo e à beatitude não se esforcem (de verdade) para que isso aconteça (realmente).

Há uma ruptura, um distanciamento, um fosso entre o querer fazer e a intenção (real) de se fazer.

Em ambientes favoráveis (numa igreja, por exemplo, ou no divã de um analista ou numa roda de amigos tendentes às benevolências – ou que pelo menos dizem ser) é provável (isso é bastante real e comum) que essas pessoas se esforcem verdadeiramente para encurtar essas distâncias, diminui-las; distâncias que as separam de um comportamento mesquinho e individualista daquele em que se respeita e se aceita o outro.

Mas talvez essa incapacidade de não ultrapassar os nossos limites não esteja exatamente nas nossas vontades e nas nossas descrenças.

Também não parece estar nos discursos superficialmente bem intencionados; e muito menos nos ambientes propícios, onde somos (ou nos sentimos) obrigados a atitudes menos reativas (com o próximo).

Há um número inacreditável de testemunho (pessoais e de terceiros) nos indicando que fora desses “ambientes propícios” voltamos a nos comportar exatamente como nos comportávamos antes das promessas feitas de mudança.

Seríamos todos hipócritas, que nos prometemos a nós mesmos (e aos outros também) fazer coisas para as quais não estamos preparados a fazer e, no nosso amago, não queremos fazer?

Talvez esta seja uma visão bastante simplória e escapista (digamos assim).

Desprezamos um componente importante, na verdade essencial e quem sabe (pelo menos em muitos casos) único: o meio em que vivemos.

Como mudar a forma (como nos comportamos) sem mudar o meio (em que vivemos)

É curioso não atentarmos para que o que incomoda (e faz sofrer, por consequência) não somos nós e não são os outros, mas sim são as formas como aceitamos as coisas sem que mostremos qualquer tipo de reação.

Perguntas se impõe neste momento.

Por que deveríamos mudar o mundo para os mudar?

Por que deveríamos nos mudar para mudar o mundo?

Não seríamos capazes de nos mudar em se importar com o mundo?

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“O topo do topo – Quem é a classe média e quem é quem nas estratificações do Brasil”

Rafael
Rafael Georges | Foto: Arquivo Pessoal/Twitter

[“Em geral os brasileiros percebem a existência de uma desigualdade grande. Isso se dá pelo nível de concordância de uma afirmação simples de que muitas pessoas ganham pouco, enquanto poucas pessoas ganham muito dinheiro. O nível de concordância, nesse caso, é de 91%”, diz Rafael Georges [1] à IHU On-Line, na entrevista por telefone, ao comentar a pesquisa Nós e as desigualdades. Percepções sobre desigualdades no Brasil, realizada recentemente pela Oxfam e o Datafolha.

Segundo ele, a maioria dos 2025 entrevistados associa desigualdades sociais a fatores socioeconômicos, mais especificamente à renda das famílias. Além disso, de acordo com Georges, as pessoas se auto classificaram como sendo mais pobres do que realmente são. “Quase 90% dos respondentes se colocaram na metade mais pobre numa escala que vai de zero a cem. Mas boa parte deles, 67%, tem renda superior a R$ 4.600 reais. Embora essas pessoas se coloquem na metade mais pobre, na verdade elas estão dentro dos 10% mais ricos. Não é que as pessoas se vitimizem, mas isso faz com que elas não consigam entender o tamanho do fosso existente no Brasil entre as pessoas que têm uma renda muito baixa e aquelas pouquíssimas que têm uma renda relativamente confortável e, ainda, entre uma parcela muito menor de pessoas que são aquelas que têm uma super-renda. Esses três macrogrupos não conseguem ser percebidos pela maioria da população, e isso faz com que as pessoas se posicionem sempre numa escala mais pobre do que realmente são”, pontua. E adverte: “As pessoas projetam que, para fazer parte dos 10% mais ricos, precisam de muito dinheiro, quando no Brasil não é necessário ter muito dinheiro, porque no país uma renda per capita de três salários mínimos já faz com que a pessoa pertença ao grupo dos 10% mais ricos, o que não é muito”.

Para ele, a percepção das pessoas sobre o que é ser rico ou pobre no país suscita um debate a ser feito sobre quem de fato é a classe média brasileira e como ela se diferencia entre si. “Há um debate a ser feito no Brasil acerca de quem é a classe média. Em nosso relatório de setembro, a Oxfam classifica como classe média quem tem renda de 3 a 20 salários mínimos. Muitos economistas acham que isso é um exagero, porque quem ganha 20 salários mínimos já estaria no topo da pirâmide. Mas esse é um topo que, apesar de ter altos rendimentos, paga muito imposto e não utiliza serviços públicos de saúde e educação, porque paga por saúde e educação privadas, e a renda dessas pessoas, no fim do mês, não é muito alta. Elas sentem o peso da alta tributação, sabem que estão acima da média brasileira e sabem que existe um topo muito distante ao qual elas não chegaram e nunca vão chegar, de pessoas que são muito ricas”.

Na avaliação dele, quando ficar claro quem de fato é a classe média, a sociedade vai perceber que “existe um grupo muito pequeno da sociedade que é o topo do topo da pirâmide social, que tem um papel central na redução das desigualdades. É importante que as pessoas percebam isso, porque a percepção de que existe um topo do topo é importante para gerarmos mudanças. Aliás, esse topo do topo não são as pessoas que estavam na avenida Paulista vestidas de amarelo e pedindo para não pagar o pato”.]

Leia a íntegra da entrevista IHU On-Line.

Nota

[1] Rafael Georges é graduado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP, mestre em Ciência Política pela Universidade de Brasília – UnB, onde atualmente cursa o doutorado em Ciência Política. Foi coordenador de campanhas no Greenpeace, assessor parlamentar na Câmara Federal, assessor político na Oxfam Internacional. Atualmente é coordenador de campanhas da Oxfam Brasil.

Bolsonaro não vê nada demais em o Brasil ser explorado pelos Estados Unidos

Bolsa
http://www.youtube.com

Jair Bolsonaro, o deputado federal e suposto candidato à presidência da república, ano que vem (ele ainda não tem partido definido e a maioria dos partidos com os quais flerta não o quer – daí o suposto), alimenta (isso é uma grande desinformação ou um jogo de cena apenas) que a China é um país, ainda, comunista.

Muita gente dita de esquerda (e tão desinformada quanto Jair Bolsonaro – se for mesmo esta a hipótese) acredita pia e candidamente no comunismo chinês.

A favor de Jair Bolsonaro a outra hipótese, a do jogo de cena, que busca atrair a direita anticomunista, soa mais verossímil.

Ou Jair Bolsonaro é um sujeito bastante bem informado (e quem sabe jogue o jogo das paixões política), ou existe alguém a seu lado que faz esse papel.

Se Jair Bolsonaro não tivesse percebido até então, deveria perceber após seu périplo pelos EUA que redundou num enorme fiasco e nalguma hostilização.

As “vozes do mercado” – por ele ansiadas e por ele tão esperadas – o taxam de um sujeito tacanho, ignorante e desqualificado para dirigir um país do tamanho do Brasil (tal qual ocorre com os ruralistas aqui mesmo no Brasil). Parece que ninguém mais quer um aventureiro tipo Fernando Collor de Melo nos dirigindo.

Talvez seja mais fácil seduzir exatamente os chineses (aos quais ele ofende), pois são esses mesmos chineses que estão a fazer acordos não importando a ideologia e nem a cor do dinheiro, mesmo aqueles sujos de sangue.

Mas com uma esquerda (especialmente a petista – se é possível acreditar que o PT seja de esquerda) completamente anestesiada e muito mal informada, Jair Bolsonaro vai, sim, cada vez mais explorar o filão do anticomunismo, do perigo vermelho, seja o do PT, seja o da Venezuela, seja o (do suposto) chinês, e, quem sabe?,  ele possa até ressuscitar, apenas para assustar ainda mais as classes pobre e média, a extinta URSS. Por que não?

Jair Bolsonaro é capaz (como aliás é o caso de Lula, o líder do PT) de tudo para chegar à presidência da república, não com o apoio irrestrito das “vozes do mercado”, como almeja, mas com o apoio de boa parte dos pobres e de segmentos da classe média que exatamente temem a “volta” (sic) do comunismo no Brasil; que flerta descaradamente com uma solução militar, e hostiliza brutalmente os defensores de direitos humanos, como se eles fossem desumanos (quem sabe sejam mesmos!) e que, por isso mesmo, prescindam de direito, de leis e de constituição. É o vale tudo! O salve-se quem puder!

Estaríamos rumando para o caos e para o precipício? Quem sabe? É uma boa hipótese para se apostar.

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Bolsonaro faz alerta contra ‘invasão chinesa’ no Brasil – Revista Veja

General Mourão diz que Temer faz ‘balcão de negócios’ para governar – Folha de São Paulo

Intervenção cívica – Youtube

“O mal da conciliação e o pacto progressista”

Direitas
Fotomontagem GGN

[As elites brasileiras, em suas diferentes facções, usam dois métodos prioritários para operar o poder: a conciliação e o golpe. Oscilam de um ao outro segundo as circunstâncias e conforme as necessidades de fazer valer os seus interesses. Os dois métodos funcionam também como forma de cobertura ideológica para manter um véu sobre a natureza e as consequências de seu modo de agir: manter o controle sobre um Estado particularista, usando-o de forma alargada como instrumento de concentração de capital, de renda e de riqueza e como perpetuação do estatuto da desigualdade social e econômica, exclusão de direitos, sonegação da educação, da saúde e da cultura para o povo. O uso de instrumentos fiscais regressivos, subsídios, incentivos, sonegação e corrupção são as armas usadas para bloquear um Estado universalizante, mantendo-o preso aos ditames particularistas dos grupos de assalto aos Orçamentos públicos.

Os dois métodos – conciliação e golpe – não são usados apenas nas relações com a oposição, mas também nas relações intra grupos de elites e no interior dos próprios partidos. Veja-se o que aconteceu no PSDB, nesta última convenção: acobertou-se uma profunda crise interna em nome da unidade. Uma falsa unidade, pois as divergências não se explicitaram até as últimas consequências, na forma de embates, disputas, formulações de teses e programas produzindo daí uma unidade superior, verdadeira. Esse método representa a morte do espírito e de todo o conteúdo e a manutenção de uma forma caiada.

A conciliação se expressa como apaziguamento, como uma acomodação de interesses, que por não se explicitarem de forma programática, se tornam escusos. Até mesmo os partidos de esquerda têm enveredado por caminhos da conciliação interna, matando aos poucos o espírito vivo dos partidos. E se são menos propensos a golpes internos, são muito afoitos nas divisões sectárias e nas exclusões.

Assim, as acomodações evitam prévias, evitam o aprofundamento do debate, evitam a crítica e a autocrítica e terminam por sufocar a própria democracia como prática constituinte da política e dos programas de partidos e governos. Os acordos de cúpula terminam por prevalecer, sem que as bases e as massas tenham clara compreensão do seu significado. Este é um dos fatores que vem minando a credibilidade dos partidos e dos políticos, alastrando a crise de legitimidade.

Quando essa crise foge do controle dos partidos, ela produz fenômenos extemporâneos ou inoportunos a exemplo de Collor de Mello, Dória, Bolsonaro ou Trump. Esses forasteiros aparecem sempre com uma face anti-sistêmica, dado que uma parcela da sociedade os acolhe por não se reconhecer mais na direita e na esquerda que operam em determinado sistema. Tendem a ser fenômenos passageiros, é verdade, mas provocam uma série de anomalias e, quase sempre, agravam a crise de funcionamento da democracia e das instituições.

Na sua essência, a conciliação enquanto método, é uma forma antidemocrática do agir político. Os acordos que ela produz, por serem acomodações e falsos apaziguamentos, nunca são públicos e se traduzem em troca de favores, no fisiologismo, num conluio onde todos se tornam cúmplices e prisioneiros de todos. Frequentemente, as conciliações criam uma solidariedade criminosa entre as partes.

Um dos fundamentos da democracia consiste em que ela é conflito, enfrentamento oratório público de ideias e propostas, pois é através desse debate e desse enfrentamento que se pressupõe, surjam, racionalmente, as boas leis, as boas normas e a boa educação, como já notara Maquiavel ao referir-se à construção da grandeza da República de Roma. No Brasil, ao mesmo tempo em que se desvaloriza o conflito político se valoriza o conflito do Estado contra os pobres e o conflito interpessoal, fator que nos transformou no país onde mais ocorrem mortes violentas no mundo, superando os países em guerra.

Por um pacto progressista

É sabido e aceito de forma generalizada a tese de que as esquerdas vivem a síndrome de Caim e Abel. Mesmo sendo subpartidos ou subgrupos de um mesmo partido, de uma mesma matriz e até de um mesmo ideário, preferem a derrota e a morte um dos outro do que a unidade. Mas nem tudo é terra arrasada. Seja porque alguns agrupamentos aprenderam as lições da história ou seja porque se faz uma leitura correta do atual momento histórico, o fato é que, em alguns países, as esquerdas e os progressistas conseguem se unir e ter êxito nos governos. Destaque-se o Uruguai, Portugal, Grécia, governos de províncias e comunidades autônomas no interior da Espanha.

O que há de comum nas democracias em todos os continentes é que elas estão capturadas pelo capital que usa os instrumentos estatais para operar políticas de regressão de direitos, de aumento das desigualdades e de concentração da riqueza. Nos países pobres, como o Brasil, esses males das democracias sequestradas se agravam, pois são herdeiros de injustiças, exclusões e opressões centenárias, nunca tendo alcançado o estatuto de um Estado de bem estar social.

Neste momento em que, no Brasil, as elites operam o poder pelo modo do golpe, a violência destrutiva de direitos e a sanha concentradora de riqueza se manifestam de forma mais cruenta, semeando a descrença, a desesperança e o medo quanto ao futuro. Para uma imensa parte da população brasileira, o medo de uma vida sem dignidade, de uma vida de sacrifícios e de privações se tornou uma certeza. As aflições com o alimento, com a moradia, com o vestir, com o emprego e com as necessidades básicas se tornaram um tormento permanente, que bloqueia os sonhos, a alegria de viver, a felicidade familiar. Não há como ter esperanças.

Barrar esta fúria destruidora de direitos, de esperanças e de futuro não é apenas uma questão de leitura da conjuntura, mas uma demanda ética, um dever moral. Claro que será preciso propor um programa que vá além disso, que distribua o poder, a riqueza e as oportunidades e que garanta direitos. Construir uma força unitária e potente para barrar essa destruição é a tarefa que se impõe para todos aqueles que se intitulam democratas, progressistas, socialistas e de esquerda. Se quisermos ser responsáveis, precisamos dimensionar bem os fins, não só possíveis, mas necessários neste momento. Precisamos promover um acordo entre meios e fins.

Multiplicar candidaturas do campo democrático é progressista, como vem se indicando, não é um bom caminho. Fazer um acordo, um pacto, que tenha por base uma negociação, na qual fiquem explícitos os pontos de convergência e as divergências, é algo bem diferente do que uma conciliação. Trata-se de fazer um pacto do possível, sendo que um dos principais objetivos consiste em barrar esse processo de destruição de direitos e da democracia. Num pacto programático, todos precisam abrir mão de determinados objetivos, de determinados interesses. Cabe às maiores forças fazer as maiores concessões. E se um eventual governo progressista precisar buscar apoios ao centro para governar, há que se produzir um acordo em torno de pontos programáticos e não uma conciliação que dilui a fisionomia de qualquer governo.

As forças democráticas e progressistas estão cometendo dois erros graves neste momento: 1) pressupor que é o memento de maximizar alternativas com candidaturas próprias e com programas ideais; 2) supor que as eleições serão facilmente vencidas por Lula por falta de candidato competitivo dos setores conservadores. O cenário das eleições ainda não está constituído. Poderosas forças se mobilizarão para impedir a vitória de Lula.

Por outro lado, todas as proclamações grandiloquentes dos líderes políticos e sindicais das esquerdas fracassaram. Aconteceu tudo o que se disse que não aconteceria. Não se viram trincheiras, nem exércitos e nem grandes paralisações, capazes de bloquear reformas nefastas. Parece ser necessário aterrissar e lidar com o senso de realidade. O ufanismo e o triunfalismo são os alimentos da indolência e da irresponsabilidade, coveiros das vitórias.]

Aldo Fornazieri. Professor da Escola de Sociologia e Política (FESPSP).

No site GGN.

Esquerda agoniza

“Todas as proclamações grandiloquentes dos líderes políticos e sindicais das esquerdas fracassaram. Aconteceu tudo o que se disse que não aconteceria. Não se viram trincheiras, nem exércitos e nem grandes paralisações, capazes de bloquear reformas nefastas. Parece ser necessário aterrissar e lidar com o senso de realidade. O ufanismo e o triunfalismo são os alimentos da indolência e da irresponsabilidade, coveiros das vitórias.”

Aldo Fornazieri, professor da Escola de Sociologia e Política (FESPSP).

Acusação de dinheiro de Kadafi para o PT é um amontoado de bobagens

Kadafi
Bons amigos.

A acusação (sic) de Antônio Palloci de que o PT recebera de Muammar Gaddafi coisa de 1 milhão de dólares para a campanha de Lula é de uma tolice atroz, na qual vai acreditar ou fazer de conta que acredita os adversários de Partido dos Trabalhadores (PT) e do ex-presidente.

Foi Veja que deu o furo (sic), segundada, como não poderia deixar de ser, pelo O Antagonista e pelo jornal O Estado de São Paulo.

Trata-se de uma cadeia de repetição da mesma (neste caso, suposta) informação, o que alimenta a nossa certeza de que o jornalismo faliu

Não há mais necessidade por aqui de se repetir que Lula e a força militante do PT estão deixando as “vozes do mercado” (essas publicações não passam disso) em polvorosa.

Enquanto a revista Veja, em material supostamente exclusivo, fala  n’A bomba de Palocci contra Lula e o PT , a revista Piauí, abordando exatamente o mesmo assunto, usa outros caminhos para dizer que Palloci  Perdeu o bonde.

Realmente receber dinheiro de governos estrangeiros para campanha política é crime e o partido pode ser extinto, como reza lei.

O Artigo 28 da Lei 9.096 (dos partidos políticos) diz que o seguinte: “O Tribunal Superior Eleitoral, após trânsito em julgado de decisão, determina o cancelamento do registro civil e do estatuto do partido contra o qual fique provado: I – ter recebido ou estar recebendo recursos financeiros de procedência estrangeira; II – estar subordinado a entidade ou governos estrangeiros”.

O insuspeito Reinaldo Azevedo, em seu blog na Rede Tevê (O PT e o dinheiro de Kadafi: Outra bomba ameaça implodir Lula e o PT? Sugiro que militância antipetista não se entusiasme) diz que a história não é bem essa; que há necessidade, antes de tudo, de se provar como um sujeito que está morto a um bocado de tempo (Gaddafi) ajudou a financiar um outro sujeito (Lula) na corrida presidencial da primeira metade e com o isso pode afetar e até tirar de circulação um partido político (o PT).

Portanto, como se disse acima, fora os adversários de Partido dos Trabalhadores (PT) e os simpatizantes de adversário (pois isso existe, podem acreditam, e é uma invenção tipicamente brasileira) fora eles, repita-se, ninguém mais acredita e leva a sério esse tipo de bobagem.