“Lula não será candidato”

Lulalah

Então quem seria o plano B do PT

Manuela D´Ávila (PCdoB)?

Fernando Haddad (PT)?

Ciro Gomes (PDT)?

Eu apostaria minhas fichas em Henrique Meirelles, por que não?

(Wanderley Guilherme dos Santos)

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Nervosinhos

Raquel

Assunto proibido nas Forças Armadas acabou por irritar no alto-comando do Exército.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu que o Supremo Tribuna Federal (STF) volte a discutir o alcance da Lei da Anistia – assunto considerado tabu para as FFAA.

As informações são da coluna do Estadão.

Link: https://www.revistaforum.com.br/exercito-se-irrita-com-tentativa-da-pgr-de-rever-lei-da-anistia/

“O anarquismo é o caminho que a humanidade deve transitar para não se autodestruir”

[“Anarquista é, por definição, aquele que não quer estar oprimido e não quer ser opressor; aquele que quer o máximo bem estar, a máxima liberdade, o máximo desenvolvimento possível para todos os seres humanos”. Errico Malatesta

Anarco
Docente de sociologia da Universidade Nacional de Rosário, Carlos Solero

Os chamam utópicos, mas isso não representa freio algum para deixar de enriquecer o sonho de uma sociedade livre, sem autoridade, baseada na ajuda mútua e na cooperação voluntária.

O anarquismo argentino contou com grandes escritores, como José Ingenieros, Rodolfo González Pacheco, Teodoro Antilli, Emilio López Arango, com excelentes poetas, como Alberto Ghiraldo e Herminia Brumana. Todos eles não descansaram tratando de compartilhar a chave da consciência liberadora.

A Fora (Federação Obreira Regional Argentina) soube ter seu grande momento na organização sindical de nosso país. A mesma sofreu repressões sangrentas conhecidas como “La Semana e Patagonia Trágica”, dali emergiria a figura do “vindicador” Simón Radowitzky. Outra figura, mais controvertida e de ação direta, foi sem dúvida Severino Di Giovanni, alguém a que Osvaldo Bayer, outra grande referência, soube imortalizar em livros e na tevê.

Mas não vamos nos estender em demasia, já que o anarquismo é tão amplo que seria insultante tratar de colocá-lo em um só informe. Por isso mesmo “Conclusión” dialogou com o licenciado em ciências políticas e professor de sociologia Carlos Solero, alguém que abraça fortemente as ideias anarquistas.

“Em uma sociedade onde reina o egoísmo e a propriedade privada é considerada sacrossanta, falar de anarquismo tem uma base sólida em poder estabelecer acordos mútuos”, sustentou.

Pensar em uma sociedade onde os laços se estendam de maneira horizontal, nos mostraria um horizonte transformador. Mas, como levá-lo adiante ante a consolidação do Capital e do Estado que o protege?

“É sabido que não há muita permeabilidade na sociedade, pelo antes mencionado, devemos seguir através de todos os meios de divulgação elevando nossas ideias. As brechas sociais nos encontraram levando adiante nosso ideário, mais precisamente nas ruas, histórico refúgio de nossas lutas”, indicou Solero.

O sistema capitalista vive em um colapso quase permanente, sobre isto disse, “se bem não podemos ser otimistas, se o podemos ser em médio prazo, já que este sistema sempre vai se encarregar de mostrar-nos suas misérias. A nós cabe construir vínculos no cotidiano, sempre existirão revoltas onde possamos mover-nos com mais desenvoltura que em outros momentos”.

O parlamentarismo e essa velha discussão, “o parlamentarismo não modifica nem altera o sistema na propriedade, nem na autoridade. Ou seja, o mesmo te mantém na obediência e na submissão, o povo acredita que deve depositar sua vida naqueles que dizem ser “seus representantes”, quando na realidade não é assim. É uma maneira que busca ser cordial para poder legalizar a exploração”, enfatizou o professor universitário.

Capital e Estado, ambos se dão as mãos segundo o olhar de Carlos Solero, “um não existe sem o outro, o Capital necessita do Estado. Há um pensador contemporâneo que define o Estado como bárbaro, sustenta que se manifesta só de duas formas, como socialdemocrata e totalitário. Em essência são o mesmo, são duas formas de dominação, nós sabemos que sempre que haja criação de valor, vai existir exploração e dominação, por isso combatemos contra todos eles integralmente. Não se trata de um governo ou outro, é o Estado, primeiro como máquina de guerra em defesa do Capital, e segundo pela captação de subjetividade na hora de obter votantes”.

Para conseguir certo conforto, ou dar-se alguns gostinhos, o ser humano deve entregar longas jornadas de sua vida. Isto sem sombra de dúvidas o conduz infalivelmente a conviver com uma espinhosa contradição.

O rol da esquerda parlamentar

Solero nisto não faz rodeios e a define como a “esquerda do Capital”. Algo que gera debates virulentos com aqueles que consideram que através do parlamentarismo se pode transformar a realidade dos explorados.

“Com a esquerda no poder, em suma se poderia aspirar a uma socialdemocracia. Esta poderá ter muita força nas ruas, mas não passará nunca de ser uma minoria lúcida, já que passaria a fazer parte do sistema”, destacou.

O licenciado em ciências políticas insiste com a socialdemocracia, “o mais parecido a isto foi sem dúvida Lula da Silva no Brasil e a Frente Ampla do Uruguai, sem esquecer a anterior do Chile e o regime venezuelano”.

Quando se consulta por Chiapas no México, e o Curdistão como possíveis construções anarquistas aferradas ao separatismo, é categórico: “Não creio que o Curdistão tenha nada disso, é um tema mais complexo que se dá em uma zona do mundo muito particular. Com respeito ao do México, podem existir alguns municípios autônomos que poderiam ser de alguma referência, não assim o neozapatismo que optou pela via eleitoral. O anarquismo tem sua essência nas revoltas permanentes, é o caminho que a humanidade deve transitar para não se autodestruir”, concluiu.]

Por Alejandro Maidana

Fonte: http://www.conclusion.com.ar/info-general/el-anarquismo-é-el-caminho-que-la-humanidade-debe-transitar-para-não-autodestruirse/01/2018/

Tradução: Sol de Abril

In Agência de Noticias Anarquistas (ANA)

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/07/12/argentina-apresentacao-do-livro-escrito-y-reflexiones-contra-teclado-do-anarquista-carlos-solero/

Eu vi um fantasma e tomei quatro sustos

Meu fantasma

Nem fantasma, nem bruxas, nem duendes existem, mas muita gente acredita em alguns deles ou em todos eles – “yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay” –; então é bom não abusar, e mesmo que você não creia em nenhum deles é melhor não espalhar isso por aí.

Tomei alguns sustos na minha vida (acho que só foram quatro), e no mais recente deles uma mulher estava em cima de minha cama e, assim achei, armada com uma faca.

Imaginei, obvio, que ela iria me atacar.

Na brevidade daquele momento não deu para atinar qual a razão dessa violência.

Não havia mulher alguma e muito menos uma faca.

Assim que acordei, estava ainda aquele lusco-fusco [1] e o contraste entre a parede branca com a ainda quase noite (eu durmo de janela aberta) me enganou.

Passado o susto voltei a dormir.

Só depois de plenamente acordado, mais tarde, acabei por me preocupar com o meu próprio coração.

Sou recém-enfartado e o susto foi enorme, mas o coração resistiu muito bem – tão bem que voltei a dormir como disse acima.

Talvez fosse uma fantasma que resolveu, por alguma razão insondável, me poupar .

O penúltimo susto ocorreu lá pela final dos anos 70 e não teve nada a ver com fantasmas.

Dirigia eu pela Regis Bittencourt (BR 116), já nas proximidades do acesso ao litoral de Peruíbe (onde costumava acampar), quando um daqueles sujeitos cheios das pressas resolveu me ultrapassar numa curva.

O motorista deu de cara com um caminhão que seguia no sentido de São Paulo e, sem saída, resolveu jogar o seu carro contra o meu.

Não nos acidentamos por detalhes.

Quem sabe eu tenha um bom anjo da guarda. Vai saber?

Já fui caixa de banco – podem acreditar! – e , acho, que a altura de 72 ou 73 atendi a um cliente, daqueles homens elegantes (como não se tem mais), que ao afastar o seu paletó para tirar dinheiro me deu a impressão de que iria sacar um revolver.

Não era revolver. Era o cabo de guarda-chuva que eu até então não percebera.

Mas foi um bom susto aquele.

Quando ainda era criança, fui acometido de um daqueles soluços [2] que parecem intermináveis.

Minha mãe se preocupou com a recorrência do soluço e buscou resolver o problema à sua moda.

Creio que tenha aprendido o “truque” com uma de suas avós, que, segundo reza a lenda familiar, era uma indígena (não veio na lenda familiar a qual nação indígena a minha bisavô pertencia, mas se realmente era ela índia, creio que seria uma kaingang [3]).

Minha mãe, algumas parentes e amigas sentaram-se em círculo (e eu junto) e à nossa frente amontoaram um bocado de pólvora.

Pediram para eu me acalmar e em seguida atearam fogo à pólvora.

Foi aquele também um bom susto, especialmente para um sujeito de no máximo 4 anos de idade – como era eu àquela altura.

Seja o que for o que tenha acontecido o certo é quem o soluço desapareceu.

Portanto não duvide de nada, nunca.

Nem de fantasma, nem de bruxas, nem de duendes.

E repita como um mantra: “yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay”.

Notas

[1] lusco-fusco – substantivo masculino – 1. momento de transição entre o dia e a noite; crepúsculo vespertino; o anoitecer; 2. p.ext. crepúsculo matutino; o alvorecer.

[2] soluço – substantivo masculino – 1. pranto entrecortado de suspiros acompanhados de espasmo; singulto. “afogava no lenço s. nervosos”; 2. fisl fenômeno reflexo que se manifesta por contração espasmódica e involuntária do diafragma, seguida de movimento de distensão e de relaxamento, pelo qual o pouco ar que a contração forçara a entrar no peito é expulso com ruído característico [Ocorre às vezes após a ingestão de líquido ou sólido.].

[3] Os caingangues, Kainguangs, kaingang, kanhgág, guainás, coroados, bugres, botocudos, camés ou xoclengues são um povo indígena do Brasil. Wikipédia . Distribuição geográfica no BrasilSanta CatarinaParanáRio Grande do SulSão Paulo

 

Um tsunami de mentiras invade o Brasil

CarnaCarnaCane

Omissão da Globo (com relação à  Império da Tuiuti) equivale às mentiras a respeito de Bolsonaro propondo metralhar a Rocinha (FALSO: http://www.folhamt.com.br/artigo/264627/Metralhar-a-Rocinha–Declaracao-atribuida-a-Jair-Bolsonaro-seria-fake-news) e Zeca Pagodinho amuado em foto com João Doria (FALSO: https://veja.abril.com.br/brasil/zeca-pagodinho-nao-se-recusou-a-tirar-foto-com-doria-diz-jornal/) .

Um festival de mentiras e manipulações assola o país turbinado pelo Carnaval.

Mais se acalmem que vai ter mais: parte das esquerdas já defende a vitória da Império da Tuiuti e já anda dizem que a Globo e o governo Temer não vão deixar.

É o nosso vitimismo de todo santo dia.