Sessão de hoje no Senado marca destino de Dilma que já se prepara para morar em Porto Alegre

Dilma julgada
Cena de vergonhas e de serenidade – Reprodução/Domínio Público

Esta terça-feira, 9 de agosto de 2016, já está marcada pelo julgamento, no Senado, do prosseguimento ou não do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A sessão julgadora deve estender-se por todo o dia e avançar pela madrugada da quarta-feira. Os senadores alinhados à presidente prometem levantar 10 questões de ordem e até ontem à noite mais de 30 senadores já estavam inscritos para falar, número, no entanto, que deve passar facilmente dos 60.

O governo interino e os inimigos viscerais do petismo acreditam que a tese do prosseguimento vá receber 60 ou mais votos.

Petistas e coligados dizem que os votos pelo estancamento do processo podem chegar a 40 ou até um pouco mais.

Óbvio que os números não batem. Deixando pelos mínimos, 60 + 40 = 100.

Dos desfechos

A situação da presidente Dilma é precária. A tendência é que as expectativas de quem aposta nos 60 votos pelo prosseguimento do processo estejam mais corretas que as de petistas e apoiadores.

Isso, no entanto, ressalve-se, não quer dizer que Dilma sofrerá impeachment agora. A sessão final do imbróglio está marcada para 29 vindouro.

A própria Dilma Rousseff, no entanto, já dá como certo o seu impeachment, tanto assim que já enviou para Porto Alegre parte de suas coisas e já iniciou a produção de seu livro sobre sua passagem pela presidência da república.

Por que faria essas coisas se houvesse uma mínima chance de retornar à presidência?

Das expectativas

Há quem aposte que a presidente renuncie assim que findar a sessão do Senado que começa agora pela manhã, o que seria um recuo, posto que Dilma Rousseff garantiu que lutará até o último minuto pela presidência.

A presidente não é realmente dada a recuos. O que mais impressionou torturadores e companheiros durante sua prisão, julgamento e condenação foram sua tenacidade e firmeza.

Dilma Rousseff sabe, melhor do que ninguém, que foi transformada em bode expiatório da crise que, na prática, diz respeito tão somente a Luiz Inácio Lula da Silva e ao Partido dos Trabalhadores.

Ninguém, em sã consciência, espera que Dilma Rousseff vá recuar e renunciar, até porque esse gesto não ajudaria em nada o País a sair da crise na qual está metido.

Mas alguns, como este escriba temporão, esperam, sim, que seu “livro de memória” venha a ser um testemunho fiel e implacável das démarches que marcaram a sua passagem pela presidência da república.

Doa a quem doer!

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