Dilma e PT apelam para os movimentos sociais que têm seu Dia D em 11 de maio

Ocupa Senado
Reprodução do Facebook

Apartados dos movimentos sociais (em sua maioria) por políticas públicas equivocadas (especialmente por uma comunicação errática e não-funcional), os governos petistas (mais claramente o de Dilma Rousseff) se viram reféns de partidos de direita e de centro direita, de empresários ávidos por poder e dinheiro e de (grande parte) da classe média, ressentida com a perda de status nos anos de lulo-petismo.

Os resultados se vê na farta cobertura da mídia (nacional e internacional) e que desembocaram no pedido de impeachment da presidente (em movimento que começou, a rigor, no dia seguinte ao segundo turno da eleição presidencial de 2014) e cujo ápice crítico atinge-se no próximo dia 11 de maio, uma quarta-feira, e que ameaça ser um divisor de águas da política nacional.

Acuados e assustados, tanto a presidente Dilma Rousseff, quanto o seu partido, o PT, partiram para uma reação tardia, ao convocar os movimentos sociais para buscar barrar (nas ruas e nas mídias sociais) o que hoje parece carta marcada: o afastamento provisório (180 dias) da presidente pelo poder legislativo; ação que antecede ao impeachment propriamente dito.

Das recordações

Assustado com o crescimento do nome de Marina Silva (há época no PSB, hoje na Rede) na eleição de 2014, o PT partiu para uma estratégia de desconstrução da imagem de sua ex-filiada.

O resultado tirou Marina Silva do segundo turno daquele ano, mas, em contrapartida, alavancou a candidatura do tucano Aécio Neves, que por muito pouco não chegou à presidência da República.

O que salvou Dilma e o PT (no segundo turno) foi o retorno dos votos migrados para Marina Silva.

Irritada com as políticas públicas dos governos petistas e já acossada pelo crescimento da crise econômica, a maioria dos movimentos sociais (notoriamente progressistas e de esquerda) jogou suas fichas na ambientalista acreana.

Surpreendidos com a possibilidade de Aécio Neves e os tucanos (re)tornarem ao poder, os movimentos sociais deram meia volta para apoiar a candidata petista em segundo turno.

É com essa lógica que trabalham, neste momento, tanto a presidência da República, quanto o Partido dos Trabalhadores, frente à possibilidade de o vice, Michel Temer, assumir a cadeira do Planalto e fazer ressurgir (como, aliás, ameaça) uma governança de caráter estritamente neoliberal, e que não interessa aos movimento sociais, hoje espalhados por todo o território nacional.

Das questões

As questões que se colocam neste instante, porém, é se os movimentos sociais (para além de CUT, MST e UNE) estariam dispostos a mostrar força na Esplanada dos Ministérios no dia 11 de maio e se isso irá resultar em alguma coisa de concreto para a manutenção de Dilma Rousseff na cadeira do Palácio do Planalto e na consequente aniquilação das ambições pelo impeachment ou pela de cassação externadas (e quase concretizadas) pelos oposicionistas.

Das estratégias

Pelo sim, pelo não, inicia-se por agora um movimento para ocupar o Senado durante a votação do próximo dia 11 de maio.

O movimento já foi iniciado (como se vê acima e abaixo), restando nestes próximos dias saber (como se disse linhas antes) se funcionará, e se funcionará ao ponto de barrar o que os situacionistas chamam de “golpe”.

Da convocatória

Deixe de frescura! Bora ocupar o Senado

Não, não me venha com churumelas (1).

O caso aqui não é se Dilma pedalou ou deixou de pedalar.

O caso aqui é de política.

E de política sórdida.

De politiquice!

O caso aqui é de sequestro de mais de 54 milhões de votos.

O caso aqui é o sequestro da cadeira ocupada, no voto, por Dilma Rousseff.

Sequestro por quem não teve votos suficientes para ocupar a cadeira do Palácio do Planalto.

Se Dilma deve, que pague na Justiça.

Como todos deveriam pagar na Justiça, casos devessem.

E olha que são muitos aqueles que devem e, mesmo assim, estão prontos e com as facas nos dentes para sequestrar os mais de 54 milhões de votos e derribar da cadeira aquela que teve os mais de 54 milhões de votos.

Para quem substitui-la e ocupá-la?

Quem não teve votos – nenhunzinho sequer!

Para que pessoas (políticas ou não), mas na mira na Justiça, se refestelem na festança que se seguirá.

Eis, então, que se inicia a Operação Ocupa Senado, no dia 11 de maio.

Então bora pra lá, se você estiver aqui.

Ou se por aqui puder aparecer.

É uma questão de dignidade.

É uma questão de respeito à Constituição.

Se Dilma deve, que pague na Justiça.

Mas os senhores e as senhoras parlamentares nem são justos/as, nem, de todo, honestos/as.

São apenas políticos/as com interesses subalternos e não declarados.

Então deixe de frescura e tire a bunda cadeira e bora ocupar o Senado no dia 11 de maio.

Para participar: https://www.facebook.com/events/801116086689032/

(1) Churumelas – desculpas, motivo invocado como subterfúgio

Das referências

Os desembarques da Normandia foram operações durante a invasão da Normandia pelos aliados, também conhecida como Operação Overlord e Operação Netuno, durante a Segunda Guerra Mundial. No dia 6 de junho de 1944 (chamado de Dia D), cerca de 100 mil soldados, com o apoio de 6 mil navios e 5 mil aviões, desembarcaram na costa da Normandia, França, abrindo uma nova frente de guerra no oeste.

O assalto foi realizado em duas fases: uma aterragem de assalto aéreo de 24 mil britânicos, estadunidenses, canadenses e tropas livres de franceses aerotransportados pouco depois da meia-noite e um desembarque anfíbio da infantaria aliada e divisões blindadas na costa da França, com início às 6:30 da manhã. Havia também as operações de engodo montado sob os codinomes Operação Glimmer e Operação Tributável para distrair as forças da Alemanha nazista das áreas de pouso real.[2]

A operação foi a maior invasão anfíbia de todos os tempos, com o desembarque de mais de 160 mil[3] tropas em 6 de junho de 1944. 195.700[4] pessoas das marinhas navais e mercantes aliadas em mais de 5.000[3] navios foram envolvidos na operação. Soldados e material foram transportados a partir do Reino Unido por aviões carregados de tropas e navios, desembarques de assalto, suporte aéreo, interdição naval do canal da Mancha e fogo naval e de apoio. Os desembarques ocorreram ao longo de um trecho de 80 km na costa da Normandia dividida em cinco setores: Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword. (wp)

Outras leituras

Quem é a nova direita?

Golpe para todos

Xadrez de um período obscurantista que se espera breve

Em tempos de más intenções

Fanatismo e “a geração de petistas mimados”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s