Na luta política, brasileiros saem de cena e vão parar em PS e hospitais

agredida
O “inimigo” mora ao lado – ilustração: Mundo em ação

Não, não vou apresentar qualquer estatística dos combalidos pela intensa luta política que tomou conta do país desde junho de 2013, até porque não existe qualquer estatística a respeito e muitos daqueles que ficaram doentes atribuem a doença a outros fatores.

Conheço dois casos e, igualmente, muitas “rupturas” provocadas pelos atritos políticos nacionais.

Falta de ar, “palpitações” (ansiedade), febre e pressão altas estão entre os sintomas revelados entre aqueles que por agora estão fora de combate.

É possível que um dia voltem, isso se não morrerem, se não ficarem inválidos ou se  não optarem por cuidar da própria existência (saudável) e deixarem os perrengues políticos-eleitorais de lado.

Alguns já abandonaram a arena, desgostosos com os rumos tomados pelos atritos políticos e pela política em si.

Outros resolveram “dar um tempo” (o que é muito sensato, aliás) para reavaliar tanto a política, quanto os seus próprios comportamentos.

As rupturas foram muitas.

Muita gente, inclusive eu, perdeu amigos e se distanciou de parentes.

Soube de um caso no qual um militante rompeu com toda a família, menos com a mãe que mais ou menos pensa como ele.

Há de se lembrar de que esse tipo de comportamento insano foi mais longe do que provocar doenças e rupturas. Causou agressões (verbais e físicas) e algumas mortes pelo país, entre elas a de dois haitianos (em Santa Catarina e em São Paulo) que a rigor nada tinham a ver com essa confusão toda.

Deveríamos nos perguntar onde estavam essas pessoas agressivas, violentas e insanas antes de 2013.

A resposta é simples: estavam de nosso lado, em nossas casas, em nossos locais de trabalho, nas ruas pelas quais andávamos, pelos estádios de futebol e pelos locais de espetáculos que frequentávamos.

Se eles estavam aí, bem ao nosso lado, porque não os vimos, não os percebemos.

A resposta também é simples: porque não quisemos nem ver e nem perceber.

Mas talvez existam razões mais profundas que não queremos reconhecer e aceitar: a nossa incapacidade para viver em sociedade e em aceitar como válida e respeitável a razão do outro; e a nossa atávica  repulsa à democracia.

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