Política, futebol e as nossas cascas de bananas

Maradona
Blog Vinicius de Santana: Maradona beija Pelé ao lado de Putim, em cerimônia da copa da Rússia.

Alguém estava-se referindo a uma fábula, da qual eu já ouvira falar, mas nunca lhe dei muita importância, sobre um sujeito que jogava cascas de banana para que ele mesmo escorregasse.

Não sei exatamente por que se proliferou a ideia de que apenas cascas de bananas possam provocar tombos. A rigor, boa parte das frutas (tropicais) tem essa capacidade e destaco aqui a casca da manga.

Mas, enfim, a história não é sobre cascas, mas sim sobre as armadilhas que criamos para nós mesmo e que no futuro nos parecerão ridículas e de difícil sustentação e alvo de escárnio de outras pessoas.

Não posso esquecer aqui (embora já esteja parcialmente esquecida) a história inverossímil do terço do papa “destinado a Lula” e uma historieta mais recente dando conta de que Maradona puxou, na estreia da Argentina na copa de Rússia, um coro de “olé, olá, Lula, Lula”.

Fôssemos um pouco mais atentos estaríamos nos perguntando que razões levariam o papa Francisco a se indispor com a justiça brasileira e com o próprio Estado nacional, Francisco que é chefe de Estado (Vaticano), a menos que ele quisesse mandar seus exército de cruzados invadir o Brasil e libertar o Lula.

Raciocínio semelhante deveria também nos levar a perguntar as razões que moveriam Maradona, por que “todos” os argentinos o seguiram nesse “olê, olá” e, ambos, acabariam por contaminar “todo o estádio” nessa gritaria pró-Lula.

Ver alguma lógica nesses dois acontecimentos é como buscar agulha em palheiro.

Futebol, a caixinha

Quando a seleção brasileira foi ao México para ganhar a terceira copa do Mundo saiu daqui debaixo de pedradas (não literal, mas irada e irônica).

As críticas eram ferozes e previam que o selecionado nacional dificilmente passaria pela fase de grupos.

Tratava-se de uma mistura de provincianismo/bairrismo com um ódio visceral à ditadura militar, aliás, ódio bastante justificado.

O que resultou da jornada brasileira no México é história bastante conhecida.

O Brasil chegou à Rússia, em 2018, segundo nós mesmos (ou pelo menos a maioria de nós), com um técnico inteligente e moderno e com o melhor elenco (quiçá o melhor de todos os tempo), prontos para, num piscar de olhos, “trazer mais um caneco para casa”.

Um empate na primeira rodada fez desmoronar o sonho e trouxe sérias dúvidas a respeito da inteligência do treinador e da capacidade do elenco.

Claro que tudo isso pode mudar na segunda partida ou pode aprofundar a desconfiança, desmentindo, porém, o clima de euforia que cercou o selecionado antes do embarque.

Ou seja, mais uma vez estamos nos precipitando, reféns que somos, nós, brasileiros, das aparências apressadas, precipitadas e quase sempre enganosas.

Leia também:

Genética dos Contos de Fadas – Hipérkubic

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Márcio Tadeu dos Santos

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